Filme: Renoir (2012)

Filme: Renoir, foto 1

Mesmo que o titulo do filme possa sugerir uma cinebiografia de um dos mestres do impressionismo francês, Renoir é um fragmento da vida de Pierre Auguste Renoir  onde retrata os ultimos anos de vida do grande pintor quando já estava doente, abatido pela morte da esposa e preocupado com o filho Jean, ferido em campo de batalha na Primeira Guerra Mundial. No entanto, o artista ganha novo vigor com a chegada da bela jovem Andrée Heuschiling, que vem para posar para ele.
Porque a pintura não pode ser bela? O mundo já tem coisas desagradáveis demais.

O Plano - Yana e Elian | Contos de Shadowtrous

Imagem de fire, love, and water
Eles continuavam correndo freneticamente pela floresta da meia-noite. 
Com a respiração ofegante, os dois tentavam escapar daquela monstruosa criatura que tentava lhes separar e destruir a Magia. A todo momento, a mente de ambos era bombardeada por preocupações referentes a esse temor que assolava o mundo de Shadowtrous. Criaturas de todos os tipos tentavam pôr um fim aos Imaginantes, lutavam por uma revanche que a anos não conquistavam.

Nenhuma estrela era visível e o único som que se escutava era das pesadas pegadas que perseguiam os dois Elementais, enquanto fortes rugidos eram soltos e ecoados pela vasta escuridão da meia noite. Não dava para ouvir o barulho das batalhas que sucedia pelas cidades e campos, nem mesmo o silencioso grito dos trous que penetrava a mente nos seus momentos de angustia havia se manifestado. A Magia da floresta era poderosa, e ninguém jamais conseguiu descobrir os segredos que a rodeava. Nem  mesmo os mais bravos aventureiros de Shadowtrous sequer pensavam em adentrá-la. Reza a lenda que os únicos que sabem de algo são os Lendários.

Sem conexão


O único som que se ouvia naquela escuridão era o barulho da chuva, tentei encontrar uma estrela no céu mas o nublado camuflava seu brilho tornando impossível de se ver alguma. A chuva caía serenamente, lavando as impurezas do ar e banhando as plantas de uma forma graciosa. Não havia energia em casa e tudo ao meu redor virou uma obra de arte a luz de velas. Fui para a varanda e sentei-me numa cadeira, fiquei horas observando as luzes da cidade lá longe. Aquelas luzes distantes me fascinam, e fico me perguntando o que deve tá acontecendo ali enquanto estou no escuro daqui, sozinha. Vez ou outra um carro passava pela rua escura e seu farol iluminava as flores que transbordavam nos muros do vizinho, tudo aquilo era lindo.
O tempo estava frio, então resolvi ir na cozinha fazer uma comida quente para comer e me confortar na solidão que me rodeava  naquele ambiente calmo que me deixava numa paz de espírito tão forte. Depois de um tempo fui comer a sopa que preparei ao som de Bob Dylan. São pequenos momentos como esse que você para pra pensar o quanto a vida é bela, não é? Ter um tempo só para si, sem nenhuma conexão, apenas você com a chuva, comida quente, música, e uma bela visão para se sentir confortável com tudo que existe ao redor, desde o mais pequeno vaga-lume até o mais estrondoso dos trovões.

MITOLOGIA BRASILEIRA: Nhanderuvuçu #1

Olá. Este é o primeiro video da série sobre Mitologia Brasileira que estou criando e que irá abordar todo o folclore br que  ainda é muito desvalorizado. Geralmente ouvimos falar sobre a mitologia grega, egipcia, japonesa e várias outras. Mas e a nossa mitologia? Ela merece reconhecimento sim, porque também é muito rica tanto quanto as outras!Então, como primeiro episódio, trago uma explicação breve e curta sobre Nhanderuvuçu.

Música: Selvagens a procura de lei


Nenhum texto alternativo automático disponível.Um dos melhores dias que tive nos meus 15 anos com certeza foi na vez que fui para o show dessa banda no dragão do mar. Eu já era bem fã dos selvagens, mas cara, quando você escuta a banda tocando aquelas músicas maravilhosas bem na sua frente a vibe é muito outra! Dá uma sensação tão boa de viver só por escutar um som desses, sabe? E o visual deles nem se fala<3 tão artistas no estilo 80. Selvagens a procura de lei é uma banda brasileira de rock formada em 2009 na cidade de Fortaleza, Ceará. Seus fãs também são conhecidos como "Mucambada". O grupo apresenta uma influência de rock nacional dos anos 80, inspirando-se em bandas como Legião Urbana e outras da época, com letras e arranjos muito pertinentes. 
Formação atual:
 Rafael Martins (vocal e guitarra), Gabriel Aragão (vocal, guitarra, teclado), Caio Evangelista (baixo e voz) e Nicholas Magalhães (bateria e voz) 
 Fiz uma seleção de músicas da banda para que você escute e aprecie essa arte.

LIVRO: As aventuras de Pi























A história gira em torno de Pi Patel, um garoto de dezesseis anos que é vegetariano, hindu, cristão, muçulmano e filho do dono do zoologico de Pondicherry, na India. Sua vida é revirada a partir do momento que seu pai decide embarcar em um navio para o Canadá junto com boa parte dos animais que viviam no zoologico. Durante a viagem, acontece um tragico naufragio no qual toda tripulação e a familia Patel morre no coração do oceano. Somente Pi consegue se salvar em um bote salva-vidas junto com um tigre-de-bengala, um orangotanto, uma hiena e uma zebra. E a partir daí é onde começa a intensa luta pela sobrevivencia
" - Bapu Gandhi disse: "Todas as religiões são verdadeiras." Eu só quero amar a Deus - retruquei, meio sem pensar (...)"

Ainda existia esperança


Comecei a notar que não estava aproveitando meu tempo como realmente queria. As horas livres deviam ser dedicadas á natureza, ao mar, aos estudos de crescimento espiritual e despertar.
Hoje, 16 de outubro, imaginei-me no mirante contemplando a super lua que apareceria no manto escuro da noite. Mas ficou somente na imaginação.
Quando ela apareceu no céu negro, timida e deslumbrante, com seu brilho alaranjado de forma grandiosa, eu estava dentro de um carro. Queria sair dali, correr nas areias da praia com seu brilho refletindo aquelas águas, a brisa salgada me sussurrando e dançando comigo. Mas eu estava presa em uma modernidade em movimento, naquele sertão com panorama tons de verde que mal se via na escuridão, longe do cheiro praiano que sentia na minha casa.
E o meu humor foi-se alterando.
Parecia até que eu tinha uma necessidade de entrar em contato com o salgado do mar e o doce da mata. E, depois de duas tentativas anteriores de ir á praia falharem, comecei a me entristecer.
Meu pai notou. Só que não notou meus porquês. Não notou o que eu pensava naquele momento.
Apenas notou a mudança sentimental e minha bruta quietude.
Conversas pra lá e prá cá com os familiares paternos.
30 minutos depois estávamos chegando no nosso bairro no litoral, as dunas começavam a aparecer nos lados da pista, e o verde ia-se dando um olá.
A lua já estava menor, mais clara, e normal como nos outros dias. Mas não deixava de estar linda.
Pegamos minha mãe na casa da avó.
Então, quando eu já estava tentando superar aquele dia, aqueles planos que não foram realizados e o tempo mal aproveitado, eis que meu pai muda de direção. E eu sabia aonde íamos.
Ele parou o carro, e minha mae se perguntou o que tinhamos na cabeça de ir á praia naquela hora.
Desci do carro feliz, tirei os chinelos e joguei-os por lá. Então eu me senti livre, correndo naquela areia, enquanto o brilho da lua refletia nas aguas do mar, dando aquela tranquilidade com sua luminosidade ao meu redor.
Me senti viva dançando com aquela ventania que bagunçava ainda mais meus cabelos de fogo, cabelos que agora estavam apagados pela agua nortuna.
Lá ao longe, dava para ver as luzes da cidade e as claridades flutuantes daqueles navios no horizonte do mar. Tantas luzes e tanta gente... Gente diferente em tudo, idéias, objetivos, filosofia de vida, pensamentos e gostos. Dava até para imaginar alguem no sofá assistindo TV, no computador, se preparando para a Segunda-Feira, comendo, dormindo, no celular, conversando na rua e pessoas no barzinho ou na praça.
E eu ali, livre como os passaros que avisto todos os dias, observando aquelas luzes misteriosas da cidade com muita vivacidade.
Ali tinha muita vida!
Pensei em sentar-me e meditar um pouco, mas meu pai já queria voltar então obedeci. Só pelo fato de ter tido este contato curto, porém encantado, foi maravilhoso e meu humor repentinamente transbordou para alegria. Meu sentimento de gratidão voltou.
E posso dizer, com toda certeza, que independente do que aconteça com todo esse sistema querendo me rebaixar, ou querendo me fazer escrava de algo manipulador e suspeito, jamais irei me entregar.
Eu nasci para ser livre, a simplicidade é minha energia, a Mãe Terra me protege e me guia, o Universo é minha companhia e a minha missão será cumprida!
Eles não sabem com quem estão lidando.

Livro: Um hotel na esquina do tempo



Henry Lee é um menino sino-americano de 12 anos que vive em Seattle, em uma epoca em que acontecia a Segunda Guerra Mundial e o Japão era inimigo da China. Seu pai era um chinês muito nacionalista e decidiu criar Henry como norte americano colocando para estudar como bolsista numa escola onde praticamente só tinha meninos e meninas brancos, caucasianos. Até que chegou Keiko, uma garota nipo-americana, que não fala japonês e não tem nenhum contato com o Japão já que nasceu nos Estados Unidos.
Os dois acabam criando um forte laço de amizade e você passa a acompanhar o doce lado que existiu na guerra. Em meio ao ódio, preconceito, racismo e caos que estava acontecendo nessa epoca, Henry e Keiko encontram o amor pelo Jazz e por ambos.
Até que então a guerra piora. Japão ataca EUA e a partir dai todos os japoneses, até os que nasceram nos Eua, como Keiko, são forçados a serem levados para campos de concentraçao no interior do país.
Nesse momento da história, você acha que a Guerra vai separá-los, mas o amor que os dois sentiam um pelo outro apenas os aproxima mais. Henry faz de tudo para manter contato com Keiko, prometendo esperá-la por quanto tempo for e até enfrenta seus pais. Será que os dois irão conseguir superar toda a distancia e os desafios que os impede de se aproximarem?

Crônica de uma lunática
























Enquanto admirava o som dos ventos que faziam as folhas dançarem em harmonia e ao mesmo tempo me bagunçava os cabelos, aquela esfera nua com tamanha intensidade me deixava hipnotizada juntamente com o jazz que sussurrava em meus ouvidos no canto da sala e dava-me aquela vontade contagiante de dançar até o sol nascer.
Mesmo na calada da noite, sentada na pedra de marmore de uma janela com as estrelas que me refletiam no olhar, ela era a única que sabia me ouvir com clareza, mesmo eu nao falando sequer uma gota de palavra. Sou uma lunatica que tenta viver a realidade de uma forma fantástica. Saí do meu mundo de fantasia pra vir acender-me nessa realidade.
Me pegava pensando sobre a vida, e meu pensamento silencioso que era um barulho monstruoso naquela serenidade era compartilhado com ela através de um simples olhar.
Naquela noite, me faltava luz.
Me sentia apenas como a sombra de alguem que tinha brilho próprio. Mas na sua presença, me sentia viva e infinitamente capaz de fazer qualquer coisa.
Até porque o mundo é tão grande para temer tanto, nao é mesmo?
Meu pensamento acaba sendo esbarrado por Frank Sinatra que disse-me querer ir brincar entre as estrelas através de Fly Me To The Moon. E é ai que começo a tentar cantá-la, não notando as poucas pessoas que ainda passavam ali na rua.
"Encha meu coração com música e
Deixe-me cantar sempre mais" Dizia aquela bela letra.
Não me concentrava mais em nada, nem aquelas sombras que passavam rapido na rua sem talvez, um caminho decidido, não me interessavam.
Estava enfeitiçada por tanta beleza que surgia na escuridão. As palhas dos coqueiros que só eram sombras naquela hora, ainda estavam dançando com o vento, mas agora já estava mais calmo, a dança estava sintonizada com a música, e lá longe, mas ao mesmo tempo perto de mim, tantas estrelas me olhavam como se quisessem me dar mais de sua luz.
Por favor, eu necessito de tamanha beleza zorreta como as tuas.
"Manifeste tua capacidade de brilhar, menina". Quase as ouvia dizer.
Conversar com essas colegas misteriosamente populares me fez recarregar as energias, tudo ficou naquele momento com uma vibração melhor no ambiente
A música termina junto com tamanha bagunça de pensamentos utópicos, no final de ambas, com um lindo I Love You.


 "In other words
I, I love, I love you" (Fly Me To The Moon - Frank Sinatra)

Stop Motion - Eu, tu nós

Hey!
Eu faço parte de um projeto na minha escola que se chama Inventar com a Diferença e é sobre cinema e fotografia. Eu to amando, é muito incrivel. E um dia desses, nós lá do curso fizemos um stop motion que envolve inclusão social.
Eu fui a roteirista, e a história que fiz é assim:
Tem o grupo das garotas que representa as pessoas em geral e possuem coisas legais e interessantes. Uma possui uma coroa de flores, outra tem fones de ouvidos, outra tem um caderno e a outra um balão. E esses objetos é para representar as coisas que temos, as coisas que possuimos, nossos bem materiais. E todas as garotas tem um coração desenhado na bochecha e isso significa que elas fazem parte do mesmo grupo.
Então entra o Jackson, ele não tem as coisas que elas tem e nao faz parte do grupo delas, por isso, ele tem um coração desenhado de cabeça para baixo na bochecha dele que significa que as pessoas não costumam incluir ele no grupo por causa da sua deficiencia.
Porém, as meninas percebem ele sozinho, e uma a uma vão compartilhar com ele as coisas que elas tem, então elas incluem ele no grupo delas, por isso que tem a cena que a menina passa a mao no coração da bochecha dele e esse coração fica como o delas.
Ou seja, o que quis dizer era que ele é como todos nós. Não devemos excluir uma pessoa só por causa do seu fisico, nós devemos inclui-las no nosso grupo, e não julga-las. São pessoas como a gente, e bastante agradaveis de se conhecer.


Esse stop motion foi trabalhoso de fazer, e foi nosso primeiro. Parabenizo também a toda a equipe que ajudou, nosso trabalho em grupo deixou tudo mais legal.
Ate a proxima 

Regulamento aos praticantes de sonho


Resultado de imagem para dream deviantart

























Artigo 1.º
Não estacione o coração em becos sem saída (demore o tempo estritamente necessário para largar despedidas ou carregar abraços)

Artigo 2.º
Se beber, com o intuito de se lavar por dentro, não conduza (é quase impossível dar banho ao pensamento sem molhar a lucidez)

Artigo 3.º
Antes de atravessar a realidade, pare, escute e olhe, certifique-se de que não existem ilusões em contra-mão (descalce os caminhos que já não lhe servem – caminhos são sapatos que a terra nos oferece para descalçar irrealidades)

Artigo 4.º
Não abra a boca a beijos desconhecidos (especialmente aos conhecidos que se fazem desconhecer)

Artigo 5.º
Evite adormecer em sonos usados (cansam mais do que subir o infinito a pé)

Artigo 6.º
Seja mais sonhamor e menos sonhador (a dor não faz falta. Cria ausências)

Artigo 7.º
Nunca faça amor em locais proibidos, salvo em legítima defesa da saudade.

Heduardo Kiesse é um poeta angolano residente em Portugal dotado de inegável talento e de grande criatividade. É idealizador e administrador da página ParadoXos