16/11/2017

simplicité dans la fenêtre.

Gosto de gota d'água que se equilibra 
na folha rasa, tremendo ao vento. 
Todo o universo, no oceano do ar, secreto vibra: 
e ela resiste, no isolamento. 
Seu cristal simples reprime a forma, no instante incerto: 
pronto a cair, pronto a ficar - límpido e exato. 
E a folha é um pequeno deserto 
para a imensidade do ato. 


[Cecília Meireles - Epigrama nº 5]



"Estava ela na janela a pensar, olhando pro céu e pensando no mar" -Samaramar

15/11/2017

África do Sul - Tribo Swazi - Canção Zulu


TRIBO SWAZI
Eles habitam um pequeno trecho na fronteira entre a África do Sul, e um dos menores países do continente africano, a Swazilandia. Os swazis são uma tribo que ainda vive como se o tempo não tivesse passado. Muitas tradições curiosas e atos religiosas são seguidos à risca por este grupo, que, para muitos, parou no tempo. Os swazis nunca desenvolveram a escrita em milênios de existência, e suas histórias foram transferidas de pai para filho ao longo dos anos em sua língua própria, o Swati, semelhante aos dialetos das nações Zulu e Xhosa. Como não há escrita, não há também nenhum registro deles antes da dominação que sofreram por longos anos pela tribo dos tarsitas.
Descendentes dos Nguni, eles chegaram à região na qual vivem até hoje entre os séculos 12 e 14. As mulheres swazis usam os cabelos no estilo conhecido como Black Power natural. Chamado de colmeia, os fios têm uma trança única, além búzios para adornar.
A nação Swazi também é famosa por seu artesanato. Nas barracas e mercados de toda a Swazilandia, há esculturas, jóias e as tradicionais armas do povo, como lanças e escudos, produzidas pela tribo.

Bom, quem me conhece sabe que meu maior sonho é viajar pelo mundo e conhecer culturas e povos. Então, em um certo dia, cheguei da escola, entrei no facebook e me deparei com esta preciosidade. Gente! Isso é lindo! Quão incrível seria o mundo se não mais existisse o preconceito, se percebêssemos o quão incrível nós somos, independente de cor, raça ou gênero.
Somos arte. Esta cultura e esse belo vocal mexeu comigo, um dia preciso pôr meus pés nesta terra tão rica.

11/11/2017

Eu sei quem sou

Imagem de art, painting, and karen offutt
Eu entendo meus defeitos. Sei quem sou, na exuberância da simplicidade, vestida de sal e banhada de margaridas. Na minha face, beijam-me os ventos de uma terra distante, sinto saudades daquela aventura sobre os pilares da vida, a complexidade da fantasia machucava uma alma meramente sofrida. Por tanto tempo, andei mais confusa que hoje. Ou seria inocência? Descobri a bagunça e me apossei das paranóias, enclausurei-me.
Eu sei quem sou. Tomo um gole de café, abro aquele livro de alma antiga, cheira a tempos velhos e nostálgicos, percorro meus olhos em paginas amareladas afim de refugiar-me nas palavras de poesia. A música me torna inconstante, ora sou Beatles, ora sou Maria Gadu. Ora sou Still Loving you, ora sou Metamorfose Ambulante.
Quem dirá a lagartixa que estás pronta para voar?

Eu sei quem sou. Um caos de simpleza, beira a morte do negativo e ressoa o otimismo da arte. O caos é caos, é feito bem mas é cruel. Esfria o café, abre a caixa de pandora, quebra os vidros de sentimentos juvenis e sorri na voz da criança, desentende quem é. Mas quem sois, afinal? O sistema deu problema, liberou a inquietação das ondas em noites de lua cheia.

Eu sei quem sou?
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